Muito tem se falado e publicado por aí que o mercado de TI está aquecido e com muitas vagas e que há poucos candidatos… Seria trágico se fosse verdade e ouvir ou ler isso por aí dá uma impressão que os profissionais de TI são raros e as empresas clamam por mão de obra, mas quem está no meio disso tudo sabe que não é bem assim a realidade. Então não há inúmeras vagas abertas de TI? Há sim e realmente são muitas vagas, mas a grande maioria, ainda atrevo-me a arriscar uns 90%, são exigindo certificações (no plural), vasta experiência, fluência em algum idioma (de preferência dois) e em alguns casos conhecimento em segmentos diferente dentro da TI, algo como um Cardiologista ter que ser também um Neurologista e com alguma experiência em Ortopedia para lhe pagar salário de nível Junior, mas que deveria ser de pelo menos de um Sênior, quiçá de Coordenador.
O que isso causa? Exatamente o que estamos vendo. Sim, poucos candidatos aceitando tais “ofertas”, mas o número dos que negam ainda é muito pequeno em comparação aos que se submetem aos baixíssimos salários e altas exigências. O mercado de TI, infelizmente, ainda é muito desvalorizado, mesmo as próprias empresas sabendo que sem uma TI eficaz, a empresa sequer engatinha, nem anda e muito menos corre. Acompanhando o mercado de contratações fortemente nos últimos dois anos, pude ver absurdos em ofertas de trabalho como “cargos” gerenciais dentro da TI pagando, acredite, R$ 900,00.
Isso mesmo, novecentos reais. Em outras palavras, um pouco mais de um salário mínimo e a vaga pedia conhecimentos, claro, de um gerente e todo gerente que aqui lê sabe o que é preciso para chegar a esse cargo, agora imagine ganhando esse “salário”. O mercado de trabalho chegou ao ponto de dividir os cargos. Antes passávamos por estagiários, trainees, analista jr, pleno, sênior, Supervisor/coordenador e gerente. Agora há Gerente Junior, Gerente Pleno e Gerente Sênior. Será que precisa disso tudo para pagar salários cada vez mais baixos dentro da TI?
Fonte: http://bit.ly/qMARVj
Uma opinião sincera, sobre os mais variados assuntos relacionados a Computação.
sexta-feira, outubro 21, 2011
quarta-feira, outubro 19, 2011
Dia do Profissional de Informática
Parabéns a todos os amigos e amigas cujas vidas estão dedicadas ao Cyber Espaço e ao Segundo Plano, nós que cada dia mais temos que nos aperfeiçoar, no dedicar e sofrer com os míseros salários, temos mais e mais motivos para acreditar que um dia seremos reconhecidos.
Felicidades a todos!
O CARA DA INFORMÁTICA
O CARA DA INFORMÁTICA dorme. Pode parecer mentira, mas este precisa dormir como qualquer outra pessoa. Esqueça que ele tem celular e telefone em casa, ligue só para o escritório;
O CARA DA INFORMÁTICA come. Parece inacreditável, mas é verdade. Ele também precisa se alimentar e tem hora para isso;
O CARA DA INFORMÁTICA pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo profissional desta área, a pessoa precisa descansar nos finais de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar em informática, impostos, formulários, concertos e demonstrações, manutenção, vírus e etc;
O CARA DA INFORMÁTICA, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas ele também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos,
e ainda consome Lexotan para conseguir relaxar. Não peça aquilo pelo que não
pode pagar ao CARA DA INFORMÁTICA;
Ler, estudar também é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada. Quando um CARA DA INFORMÁTICA está concentrado num livro ou publicação especializada ele está se aprimorando como profissional, logo trabalhando;
De uma vez por todas, vale reforçar: O CARA DA INFORMÁTICA não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal, pois se você achou isto demita-o e contrate um paranormal ou Detetive. Ele precisa planejar, se organizar e assim ter condições de fazer um bom trabalho, seja de que tamanho for. Prazos são essenciais e não um luxo. Se você quer um milagre, ore bastante, faça jejum e deixe o pobre do CARA DA INFORMÁTICA em paz;
Em reuniões de amigos ou festas de família, o CARA DA INFORMÁTICA deixa de ser profissional e reassume seu posto de amigo ou parente,
exatamente como era antes dele ingressar nesta profissão. Não peça conselhos,
dicas, ele tem direito de se divertir;
Não existe apenas um ‘levantamentozinho’ , uma ‘pesquisazinha’ , nem um ‘resuminho’, um ‘programinha pra controlar minha loja’, um ‘probleminha que a máquina não liga’, um ‘sisteminha’, uma ‘passadinha rápida’ (aliás conta-se de onde saímos e até chegarmos), pois OS CARAS DA INFORMÁTICA não resolvem este tipo de problema. Levantamentos, pesquisas e resumos são frutos de análises cuidadosas e requerem atenção, dedicação. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do CARA DA INFORMATICA mais suportável;
Quanto ao uso do celular: este é ferramenta de trabalho.
Por favor, ligue, apenas, quando necessário. Fora do horário de expediente,
mesmo que você ainda duvide, o CARA DA INFORMÁTICA pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo;
Pedir a mesma coisa várias vezes não faz o CARA DA INFORMÁTICA trabalhar mais rápido. Solicite, depois aguarde o prazo dado por ele;
Quando o horário de trabalho do período da manhã vai até 12h, não significa que você pode ligar às 11h58min. Se você pretendia cometer essa gafe, vá e ligue após o horário do almoço (relembre o item 2). O mesmo vale para a parte da tarde, ligue no dia seguinte;
Quando o CARA DA INFORMÁTICA estiver apresentando um projeto, por favor, não fique bombardeando com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência. ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o projeto;
O CARA DA INFORMÁTICA não inventa problemas, não muda versão de Windows, não tem relação com vírus, não é culpado pelo mal uso de equipamentos, internet e afins. Não reclame! Com certeza fez o possível para você pagar menos. Se quer emendar, emende, mas antes demita o CARA DA INFORMÁTICA e contrate um quebra galho;
OS CARAS DA INFORMÁTICA não são os criadores dos ditados ‘o barato sai caro’ e ‘quem paga mal paga em dobro’. Mas eles concordam;
E, finalmente, o CARA DA INFORMÁTICA também é filho de Deus e não filho disso que você pensou;
Agora, depois de aprender sobre O CARA DA INFORMÁTICA, repasse aos seus amigos, afinal, essas verdades precisam chegar a todos. O CARA agradece.
Felicidades a todos!
O CARA DA INFORMÁTICA
O CARA DA INFORMÁTICA dorme. Pode parecer mentira, mas este precisa dormir como qualquer outra pessoa. Esqueça que ele tem celular e telefone em casa, ligue só para o escritório;
O CARA DA INFORMÁTICA come. Parece inacreditável, mas é verdade. Ele também precisa se alimentar e tem hora para isso;
O CARA DA INFORMÁTICA pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo profissional desta área, a pessoa precisa descansar nos finais de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar em informática, impostos, formulários, concertos e demonstrações, manutenção, vírus e etc;
O CARA DA INFORMÁTICA, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas ele também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos,
e ainda consome Lexotan para conseguir relaxar. Não peça aquilo pelo que não
pode pagar ao CARA DA INFORMÁTICA;
Ler, estudar também é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada. Quando um CARA DA INFORMÁTICA está concentrado num livro ou publicação especializada ele está se aprimorando como profissional, logo trabalhando;
De uma vez por todas, vale reforçar: O CARA DA INFORMÁTICA não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal, pois se você achou isto demita-o e contrate um paranormal ou Detetive. Ele precisa planejar, se organizar e assim ter condições de fazer um bom trabalho, seja de que tamanho for. Prazos são essenciais e não um luxo. Se você quer um milagre, ore bastante, faça jejum e deixe o pobre do CARA DA INFORMÁTICA em paz;
Em reuniões de amigos ou festas de família, o CARA DA INFORMÁTICA deixa de ser profissional e reassume seu posto de amigo ou parente,
exatamente como era antes dele ingressar nesta profissão. Não peça conselhos,
dicas, ele tem direito de se divertir;
Não existe apenas um ‘levantamentozinho’ , uma ‘pesquisazinha’ , nem um ‘resuminho’, um ‘programinha pra controlar minha loja’, um ‘probleminha que a máquina não liga’, um ‘sisteminha’, uma ‘passadinha rápida’ (aliás conta-se de onde saímos e até chegarmos), pois OS CARAS DA INFORMÁTICA não resolvem este tipo de problema. Levantamentos, pesquisas e resumos são frutos de análises cuidadosas e requerem atenção, dedicação. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do CARA DA INFORMATICA mais suportável;
Quanto ao uso do celular: este é ferramenta de trabalho.
Por favor, ligue, apenas, quando necessário. Fora do horário de expediente,
mesmo que você ainda duvide, o CARA DA INFORMÁTICA pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo;
Pedir a mesma coisa várias vezes não faz o CARA DA INFORMÁTICA trabalhar mais rápido. Solicite, depois aguarde o prazo dado por ele;
Quando o horário de trabalho do período da manhã vai até 12h, não significa que você pode ligar às 11h58min. Se você pretendia cometer essa gafe, vá e ligue após o horário do almoço (relembre o item 2). O mesmo vale para a parte da tarde, ligue no dia seguinte;
Quando o CARA DA INFORMÁTICA estiver apresentando um projeto, por favor, não fique bombardeando com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência. ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o projeto;
O CARA DA INFORMÁTICA não inventa problemas, não muda versão de Windows, não tem relação com vírus, não é culpado pelo mal uso de equipamentos, internet e afins. Não reclame! Com certeza fez o possível para você pagar menos. Se quer emendar, emende, mas antes demita o CARA DA INFORMÁTICA e contrate um quebra galho;
OS CARAS DA INFORMÁTICA não são os criadores dos ditados ‘o barato sai caro’ e ‘quem paga mal paga em dobro’. Mas eles concordam;
E, finalmente, o CARA DA INFORMÁTICA também é filho de Deus e não filho disso que você pensou;
Agora, depois de aprender sobre O CARA DA INFORMÁTICA, repasse aos seus amigos, afinal, essas verdades precisam chegar a todos. O CARA agradece.
terça-feira, outubro 18, 2011
Carreira em Y, você sabe o que é?
Prática que permite a evolução até níveis mais altos de reconhecimento e remuneração de grandes Especialistas que não tem necessariamente Competência, vocação ou interesse em assumir posições gerenciais na empresa. É uma prática crítica para reter talentos com alto grau de expertise.
Ao contrário do que se pode imaginar, Carreira em Y, não tem nada a ver com a famosa geração Y! Trata-se de um conceito de plano de carreira adotado cada vez mais pelas empresas que prezam pelas políticas de gestão e retenção de talentos. Então é importante que você conheça, porque na sua próxima entrevista de trabalho ou conversa com seu superior para uma promoção, o assunto pode vir à tona.
Carreira em Y é uma alusão ao próprio formato da letra Y, uma linha reta de se bifurca num determinado momento. Durante muito tempo as empresas e os profissionais só tinham um plano de crescimento individual: num determinado momento o bom funcionário com alguns anos de casa assumiria uma gerência, diretoria e assim por diante. Teria como responsabilidade gerenciar uma equipe, participar de decisões mais estratégicas e voltadas para os resultados financeiros da empresa.
O que aconteceu nas duas últimas décadas é que a tecnologia da informação, a necessidade de inovação para ser competitivo no mercado, acabou por valorizar profissionais que tinham uma excelente performance como desenvolvedores de projetos, uma trajetória acadêmica de peso, um perfil para pesquisa e planejamento, mas não necessariamente de liderança de equipe. A importância desse profissional, “um especialista” passou a ser muito mais valorizada pela sua importância no lançamento de produtos e serviços no mercado. E mais respeitado na sua vocação. Ora, afinal, para ser melhor remunerado o único caminho é a gerência?
Então os RH passaram a adotar o plano de carreira em Y. Ou seja, a partir de um acompanhamento da trajetória do profissional, pode-se mapear com certa antecedência se ele ocupará um papel de líder de equipe ou de um especialista. A diferença é que como especialista ele também terá os mesmos benefícios e remuneração de outros colegas cujo talento é mais propício para liderar subordinados.
Então fique atento ao seu próprio perfil, porque em algum momento você estará diante dessa opção. E você será preparado para assumir um novo papel. Se o seu negócio é motivar, inspirar, conseguir bons resultados com a sua liderança, você é um candidato nato para cargos de direção. Agora, se você prefere mesmo quebrar a cabeça em uma solução, adoram uma planilha e perde horas e horas de pesquisa para criar inovações que impactem positivamente a empresa, ah, você com certeza é um especialista. E se a sua empresa tiver “juízo”, será bem remunerado por essa característica.
Fonte: http://www.blumenauti.com.br/noticia/carreira-em-y-voce-sabe-o-que-e
Fonte: http://www.blumenauti.com.br/noticia/carreira-em-y-voce-sabe-o-que-e
segunda-feira, outubro 17, 2011
Como conquistar o primeiro emprego em TI
Sobram vagas na área, mas a exigência das empresas é grande. Para garantir um posto, é fundamental ter sede por conhecimento e atualização
O Senac de São Paulo estima que existam atualmente 100.000 vagas abertas na área de tecnologia da informação (TI) em todo o Brasil. É uma má notícia para a economia do país, que carece de profissionais competentes. Mas é uma grande oportunidade para jovens oriundos de cursos universitários e técnicos que aspiram a uma oportunidade. Para de fato abocanhar uma daquelas 100.000 vagas, alertam analistas e profissionais em atuação na área, é preciso investir na formação e no aprendizado contínuo.
"O ingresso na carreira é sempre difícil, pois as empresas exigem muitos conhecimentos e até experiência anterior dos candidatos", diz Elias Roma Neto, coordenador do curso de TI do Senac. "Mas é importante compreender que esse processo funciona como um filtro para reduzir esforços na seleção: só assim as companhias atraem os profissionais desejados."
Em geral, as companhias – grandes ou pequenas – exigem conhecimentos que estão além do transmitido pelas instituições de ensino. Nesse caso, o coordenador do Senac orienta os candidatos a focar em uma determinada área de TI, dominando habilidades específicas e estudando até particularidades do negócio da empresa que está na mira. "Sim, os candidatos precisam ver as exigências do possível empregador antes de fazer o teste de admissão", diz. "É o que fazem candidatos qualificados de qualquer área: estudam a empresa em que querem atuar." Nas situações em que experiência prévia é exigida, vale outra orientação. Demonstrar potencial na hora da entrevista pode substituir horas de voo.
Ao lado da alta exigência por parte das empresas, a insuficiência na formação acadêmica é apontada – por analistas e candidatos – como um dos obstáculos mais duros a ser vencidos. Entre as principais reclamações dos alunos, estão a falta de foco das instituições de ensino, acusadas de oferecer apenas conhecimento básico. Ficam de fora saberes exigidos pelo mercado e que fazem grande diferença no currículo de qualquer um que queira ir longe. É o caso das certificações que atestam a proficiência dos estudantes em áreas como linguagens de programação, bancos de dados, sistemas de segurança e criação de projetos – os preços desses cursos variam entre 900 e 9.000 reais. São cifras proibitivas para muitos profissionais em início de carreira.
Danilo Bordini, de 33 anos, 15 deles dedicados a TI, passou por esse problema. Desbravou caminhos e atualmente é gerente de produto para soluções de datacenter e virtualização da Microsoft. Assim que se formou, ele estabeleceu uma estratégia: realizou dois cursos que lhe garantiram duas certificações. Depois, passou a estudar por conta própria, o que tornou o processo menos oneroso: comprava os livros e só pagava pela realização do exame, sempre feita por empresas credenciadas. "Ser autodidata é uma capacidade importante nessa carreira", diz Bordini. "Mas há uma recompensa: algumas empresas valorizam isso. Por isso, cresci no mercado". É fato: trabalhando há seis anos na gigante do software, já fez apresentações até para Steve Ballmer, atual CEO da Microsoft.
Curiosidade em altas doses e sede por atualização são indispensáveis no setor de tecnologia, que, como poucas áreas, muda em altíssima velocidade. Bordini aposta ainda que aspirantes a um lugar em TI devem acrescentar ao metiê técnico saberes provenientes de outras áreas. "Possuir conhecimentos de administração de empresas, comunicação e relacionamento pessoal são o alicerce de quem quer construir mais e mais alto", diz o executivo.
quinta-feira, outubro 06, 2011
Steve Jobs - 1955-2011
quarta-feira, outubro 05, 2011
Fabricação de cada computador consome 1.800 quilos de materiais
Você sabe quanto pesa o seu computador? Embora possa não ter o dado preciso, você poderia fazer uma boa estimava, com uma grande possibilidade de não errar muito. Mas e quanto pesa todo o material gasto no processo produtivo que transformou todas as matérias-primas, até fazê-las tomar a forma de computador?
O dado é impressionante e acaba de ser divulgado pela Universidade das Nações Unidas. Em um estudo coordenado pelo professor Ruediger Kuehr, os pesquisadores descobriram que nada menos de 1,8 tonelada de materiais dos mais diversos tipos são utilizados para se construir um único computador.
O cálculo foi feito tomando-se como base um computador de mesa com um monitor CRT de 17 polegadas. Somente em combustíveis fósseis, o processo de fabricação de um computador consome mais de 10 vezes o seu próprio peso.
São, por exemplo, 240 quilos de combustíveis fósseis, 22 quilos de produtos químicos e - talvez o dado mais impressionante - 1.500 quilos de água. O problema é que a fabricação dos chips consome uma enormidade de água. Cada etapa da produção de um circuito integrado, da pastilha de silício até o microprocessador propriamente dito, exige lavagens seguidas em água extremamente pura. Que não sai assim tão pura do processo, obviamente.
O estudo mostra que a fabricação de um computador é muito mais material- intensiva - em termos de peso - do que a fabricação de eletrodomésticos da linha branca, como refrigeradores e fogões, e até mesmo do que a fabricação de automóveis. Esses produtos exigem apenas de 1 a 2 vezes o seu próprio peso em combustíveis fósseis.
Reciclagem de computadores
Mas esta não é a única razão pela qual os pesquisadores das Nações Unidas estão preocupados com a reciclagem de computadores e de todo tipo de equipamento eletrônico. Além do desperdício e do seu grande potencial poluidor e até mesmo tóxico, o chamado e-lixo, ou lixo eletrônico, está fazendo um estrago nas cotações dos metais utilizados na fabricação de componentes e circuitos eletrônicos.
A primeira preocupação é facilmente perceptível. O simples descarte dos equipamentos eletrônicos tecnicamente obsoletos representa um desperdício enorme de recursos. "Há mais do que ouro nessas montanhas de sucata de alta tecnologia," comenta o Dr. Kuehr. E não é força de expressão: o ouro está mesmo presente nos contatos dos microprocessadores, das memórias e da maioria dos circuitos integrados.
Metais preciosos nos computadores
Além do ouro, da prata e do paládio, os computadores contêm cobre, estanho, gálio, índio e mais um família inteira de metais únicos e indispensáveis e, portanto, de altíssimo valor.
O índio, um subproduto da mineração do zinco, por exemplo, é essencial na fabricação dos monitores de tela plana, ou LCD, e de telefones celulares. Ele está presente em mais de 1 bilhão de equipamentos fabricados todos os anos.
Nos últimos cinco anos, o preço do índio aumentou seis vezes, tornando-o hoje mais caro do que a prata. E como sua produção depende da mineração do zinco, não é possível simplesmente produzir mais, porque não há produção suficiente de zinco. Além do que as reservas minerais são limitadas.
Graças a isso, alguns esforços de reciclagem do índio já estão sendo feitos na Bélgica, no Japão e nos Estados Unidos, com excelentes resultados. O Japão já consegue retirar metade de suas necessidades anuais do elemento a partir da reciclagem.
E o índio não é o único exemplo. O preço de mercado de outros metais necessários à indústria eletrônica, mesmo que em pequenas quantidades, também disparou. Embora o preço do bismuto, utilizado em soldas sem chumbo, tenha apenas dobrado nos últimos dois anos, o preço do rutênio, utilizado em resistores e em discos rígidos, foi multiplicado por sete.
Ciclo de reciclagem
"Os grandes picos de preços de todos esses elemento especiais que dependem da produção de metais como zinco, cobre, chumbo ou platina, ressaltam que a manutenção da oferta a preços competitivos não poderá ser garantida indefinidamente a menos que sejam estabelecidos ciclos eficientes de reciclagem para recuperá-los a partir dos produtos obsoletos," diz o Dr. Kuehr.
Só que, da mesma maneira que esses elementos são geralmente sub-produtos, aparecendo em quantidades-traço em relação aos metais principais que a mineração está explorando, eles também aparecem em quantidades-traço na sucata. E reciclá- los é também uma questão de alta tecnologia, que exigirá processos de alta tecnologia.
Mas é essencial fazê-lo, diz o relatório da Universidade das Nações Unidas. O setor de telecomunicações e tecnologia da informação já responde por 7,7% do produto mundial, segundo dados da OCDE. Só os equipamentos são responsáveis por algo entre 4% (Estados Unidos) e 7% (Alemanha), variando conforme a região e o país. É impensável continuar a desperdiçar recursos dessa magnitude, simplesmente descartando esses bens obsoletos ou queimando-os e lançando seus gases tóxicos na atmosfera.
Doação de computadores
Os pesquisadores da ONU também detectaram um problema inédito: uma espécie de "caridade do amigo-da-onça". Algumas empresas de má fé, situadas nos países centrais, estão enviando computadores para os países mais pobres não porque estejam preocupados com a inclusão digital ou com a melhoria da educação nesses países: elas estão simplesmente se livrando de forma desonesta e ilegal de equipamentos cujo descarte seria problemática em seus países e cuja reciclagem é ainda técnica e economicamente pouco interessante.
Essas empresas inescrupulosas contam com a própria incapacidade dos países pobre e em desenvolvimento em viabilizarem o uso imediato dos equipamentos, que acabarão ficando encostados sem que ninguém verifique sequer se eles realmente funcionam. E os que ainda têm condições de funcionar, logo deixarão de ter utilidade, graças ao ritmo alucinante da obsolescência técnica.
Projeto StEP
Para ajudar a organizar esforços mundiais no sentido de se viabilizar a reciclagem de produtos eletrônicos em larga escala e em nível mundial, as Nações Unidas lançaram o programa StEP ("Solving the E-Waste Problem") - resolvendo o problema do e-lixo (lixo eletrônico).
O projeto StEP já conta com o apoio das maiores empresas fabricantes de equipamentos de informática e telecomunicações do mundo. Esse esforço conjunto almeja criar padrões mundiais de processos de reciclagem de sucata eletrônica, aumentar a vida útil dos produtos eletrônicos e desenvolver mercados para sua reutilização.
As Nações Unidos pretendem ainda dar aos países elementos que permitam a harmonização das legislações nacionais quanto ao tratamento das sucatas eletrônicas e a coordenação de esforços públicos e privados no sentido de re-transformar o lixo eletrônico em riqueza.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010125070309
O dado é impressionante e acaba de ser divulgado pela Universidade das Nações Unidas. Em um estudo coordenado pelo professor Ruediger Kuehr, os pesquisadores descobriram que nada menos de 1,8 tonelada de materiais dos mais diversos tipos são utilizados para se construir um único computador.
O cálculo foi feito tomando-se como base um computador de mesa com um monitor CRT de 17 polegadas. Somente em combustíveis fósseis, o processo de fabricação de um computador consome mais de 10 vezes o seu próprio peso.
São, por exemplo, 240 quilos de combustíveis fósseis, 22 quilos de produtos químicos e - talvez o dado mais impressionante - 1.500 quilos de água. O problema é que a fabricação dos chips consome uma enormidade de água. Cada etapa da produção de um circuito integrado, da pastilha de silício até o microprocessador propriamente dito, exige lavagens seguidas em água extremamente pura. Que não sai assim tão pura do processo, obviamente.
O estudo mostra que a fabricação de um computador é muito mais material- intensiva - em termos de peso - do que a fabricação de eletrodomésticos da linha branca, como refrigeradores e fogões, e até mesmo do que a fabricação de automóveis. Esses produtos exigem apenas de 1 a 2 vezes o seu próprio peso em combustíveis fósseis.
Reciclagem de computadores
Mas esta não é a única razão pela qual os pesquisadores das Nações Unidas estão preocupados com a reciclagem de computadores e de todo tipo de equipamento eletrônico. Além do desperdício e do seu grande potencial poluidor e até mesmo tóxico, o chamado e-lixo, ou lixo eletrônico, está fazendo um estrago nas cotações dos metais utilizados na fabricação de componentes e circuitos eletrônicos.
A primeira preocupação é facilmente perceptível. O simples descarte dos equipamentos eletrônicos tecnicamente obsoletos representa um desperdício enorme de recursos. "Há mais do que ouro nessas montanhas de sucata de alta tecnologia," comenta o Dr. Kuehr. E não é força de expressão: o ouro está mesmo presente nos contatos dos microprocessadores, das memórias e da maioria dos circuitos integrados.
Metais preciosos nos computadores
Além do ouro, da prata e do paládio, os computadores contêm cobre, estanho, gálio, índio e mais um família inteira de metais únicos e indispensáveis e, portanto, de altíssimo valor.
O índio, um subproduto da mineração do zinco, por exemplo, é essencial na fabricação dos monitores de tela plana, ou LCD, e de telefones celulares. Ele está presente em mais de 1 bilhão de equipamentos fabricados todos os anos.
Nos últimos cinco anos, o preço do índio aumentou seis vezes, tornando-o hoje mais caro do que a prata. E como sua produção depende da mineração do zinco, não é possível simplesmente produzir mais, porque não há produção suficiente de zinco. Além do que as reservas minerais são limitadas.
Graças a isso, alguns esforços de reciclagem do índio já estão sendo feitos na Bélgica, no Japão e nos Estados Unidos, com excelentes resultados. O Japão já consegue retirar metade de suas necessidades anuais do elemento a partir da reciclagem.
E o índio não é o único exemplo. O preço de mercado de outros metais necessários à indústria eletrônica, mesmo que em pequenas quantidades, também disparou. Embora o preço do bismuto, utilizado em soldas sem chumbo, tenha apenas dobrado nos últimos dois anos, o preço do rutênio, utilizado em resistores e em discos rígidos, foi multiplicado por sete.
Ciclo de reciclagem
"Os grandes picos de preços de todos esses elemento especiais que dependem da produção de metais como zinco, cobre, chumbo ou platina, ressaltam que a manutenção da oferta a preços competitivos não poderá ser garantida indefinidamente a menos que sejam estabelecidos ciclos eficientes de reciclagem para recuperá-los a partir dos produtos obsoletos," diz o Dr. Kuehr.
Só que, da mesma maneira que esses elementos são geralmente sub-produtos, aparecendo em quantidades-traço em relação aos metais principais que a mineração está explorando, eles também aparecem em quantidades-traço na sucata. E reciclá- los é também uma questão de alta tecnologia, que exigirá processos de alta tecnologia.
Mas é essencial fazê-lo, diz o relatório da Universidade das Nações Unidas. O setor de telecomunicações e tecnologia da informação já responde por 7,7% do produto mundial, segundo dados da OCDE. Só os equipamentos são responsáveis por algo entre 4% (Estados Unidos) e 7% (Alemanha), variando conforme a região e o país. É impensável continuar a desperdiçar recursos dessa magnitude, simplesmente descartando esses bens obsoletos ou queimando-os e lançando seus gases tóxicos na atmosfera.
Doação de computadores
Os pesquisadores da ONU também detectaram um problema inédito: uma espécie de "caridade do amigo-da-onça". Algumas empresas de má fé, situadas nos países centrais, estão enviando computadores para os países mais pobres não porque estejam preocupados com a inclusão digital ou com a melhoria da educação nesses países: elas estão simplesmente se livrando de forma desonesta e ilegal de equipamentos cujo descarte seria problemática em seus países e cuja reciclagem é ainda técnica e economicamente pouco interessante.
Essas empresas inescrupulosas contam com a própria incapacidade dos países pobre e em desenvolvimento em viabilizarem o uso imediato dos equipamentos, que acabarão ficando encostados sem que ninguém verifique sequer se eles realmente funcionam. E os que ainda têm condições de funcionar, logo deixarão de ter utilidade, graças ao ritmo alucinante da obsolescência técnica.
Projeto StEP
Para ajudar a organizar esforços mundiais no sentido de se viabilizar a reciclagem de produtos eletrônicos em larga escala e em nível mundial, as Nações Unidas lançaram o programa StEP ("Solving the E-Waste Problem") - resolvendo o problema do e-lixo (lixo eletrônico).
O projeto StEP já conta com o apoio das maiores empresas fabricantes de equipamentos de informática e telecomunicações do mundo. Esse esforço conjunto almeja criar padrões mundiais de processos de reciclagem de sucata eletrônica, aumentar a vida útil dos produtos eletrônicos e desenvolver mercados para sua reutilização.
As Nações Unidos pretendem ainda dar aos países elementos que permitam a harmonização das legislações nacionais quanto ao tratamento das sucatas eletrônicas e a coordenação de esforços públicos e privados no sentido de re-transformar o lixo eletrônico em riqueza.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010125070309
terça-feira, outubro 04, 2011
Metade dos funcionários de TI faz trabalho remoto
Os dias dos funcionários de TI de trabalhar no mesmo escritório todos os dias aparentemente acabaram, de acordo com uma nova pesquisa da consultoria Forrester Research.
A empresa entrevistou cerca de 5 mil trabalhadores de tecnologia da informação e descobriu que 50% divide o tempo entre o escritório e locais remotos, enquanto 45% disse ainda trabalhar apenas no escritório. Como esperado, a Forrester também descobriu que os funcionários conseguem mais flexibilidade à medida que alcançam cargos mais altos, já que 63% dos gerentes e supervisores e 87% dos diretores informaram trabalhar em diversos locais, enquanto apenas 40% dos funcionários de níveis mais baixos disseram trabalhar no escritório e outros lugares. A Forrester define “locais remotos” como casa ou um lugar externo.
Os dados da Forrester sobre locais remotos de trabalho representam apenas um dos muitos pontos interessantes presentes na pesquisa anual State of Workforce Technology. Entre outras coisas, o levantamento descobriu que 35% dos trabalhadores de tecnologia da informação usam seus smartphones para trabalho. Já entre os usuários de smartphone, 48% disseram escolher seu aparelho de trabalho “sem considerar o que a sua companhia aceita”, enquanto que 29% escolhem seu celular a partir de uma lista de aprovados, e 23% tinham os smartphones fornecidos pelas empresas.
Os aparelhos BlackBerry, da RIM, ainda continuam como os mais usados no mundo de TI, com 42% do mercado. Eles são seguidos por Androids, com 26%, e o iPhone, com 22%. E os smartphones nas empresas aparentemente não estão sendo usados para tarefas mais complexas – e-mail e agenda/cronograma de trabalho eram os dois únicos apps usados por mais de metade dos funcionários de TI.
A pesquisa também descobriu que os tablets ainda são raramente usados nas empresas – apenas 11% dos trabalhadores de TI. Computadores desktop ainda lideram com folga, com 87% de adoção. Com 51%, os notebooks ficaram com um distante segundo lugar.
A Forrester realizou sua pesquisa online em maio deste ano com quase 5 mil funcionários de TI empregados por companhias com 20 ou mais funcionários.
Fonte: http://cio.uol.com.br/noticias/2011/09/25/metade-dos-funcionarios-de-ti-faz-trabalho-remoto/
A empresa entrevistou cerca de 5 mil trabalhadores de tecnologia da informação e descobriu que 50% divide o tempo entre o escritório e locais remotos, enquanto 45% disse ainda trabalhar apenas no escritório. Como esperado, a Forrester também descobriu que os funcionários conseguem mais flexibilidade à medida que alcançam cargos mais altos, já que 63% dos gerentes e supervisores e 87% dos diretores informaram trabalhar em diversos locais, enquanto apenas 40% dos funcionários de níveis mais baixos disseram trabalhar no escritório e outros lugares. A Forrester define “locais remotos” como casa ou um lugar externo.
Os dados da Forrester sobre locais remotos de trabalho representam apenas um dos muitos pontos interessantes presentes na pesquisa anual State of Workforce Technology. Entre outras coisas, o levantamento descobriu que 35% dos trabalhadores de tecnologia da informação usam seus smartphones para trabalho. Já entre os usuários de smartphone, 48% disseram escolher seu aparelho de trabalho “sem considerar o que a sua companhia aceita”, enquanto que 29% escolhem seu celular a partir de uma lista de aprovados, e 23% tinham os smartphones fornecidos pelas empresas.
Os aparelhos BlackBerry, da RIM, ainda continuam como os mais usados no mundo de TI, com 42% do mercado. Eles são seguidos por Androids, com 26%, e o iPhone, com 22%. E os smartphones nas empresas aparentemente não estão sendo usados para tarefas mais complexas – e-mail e agenda/cronograma de trabalho eram os dois únicos apps usados por mais de metade dos funcionários de TI.
A pesquisa também descobriu que os tablets ainda são raramente usados nas empresas – apenas 11% dos trabalhadores de TI. Computadores desktop ainda lideram com folga, com 87% de adoção. Com 51%, os notebooks ficaram com um distante segundo lugar.
A Forrester realizou sua pesquisa online em maio deste ano com quase 5 mil funcionários de TI empregados por companhias com 20 ou mais funcionários.
Fonte: http://cio.uol.com.br/noticias/2011/09/25/metade-dos-funcionarios-de-ti-faz-trabalho-remoto/
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